Eu, assim tão eu


Talvez nem todo mundo goste de conselhos e definitivamente, ninguém goste de ouvir minhas perspectivas negativas sobre a vida.
Juro por deus que odeio ser assim, ser um ''filtro'' de sentimentos. Importar-me com as coisas mais bobas, chorar por coisas pequenas, querer ajudar todo mundo, ser assim tão sentimental, tão vazia, mas tão cheia de tudo.
No fundo, eu sou o que mais desejaria de alguém na vida...
Eu abraço e digo que me importo, não minto.
Quero saber o que as pessoas sentem, quero ajudar, dar conselhos, rir das dores, chorar junto. Não quero ver ninguém sofrendo como eu sofri. Sim, é isso que eu sou, sou a personificação de alguém que eu queria pra mim.
Quero sim ser exceção na vida de alguém, escondo sim sentimentos de esperança por trás de toda essa frieza, finjo que não me importo, mas no fundo me mato aos pouco.  Vergonha de admitir? É preciso soltar suas borboletas no mundo ás vezes.
Tenho os dias em que o mundo é perfeito, e o que me faz mal, é completamente ignorado, mas os dias em que tudo dói, cada letra de uma frase dói, a solidão dói também existem, e dominam os bons. Poderia até marcar em meu calendário os dias bons e os ruins. Uma confusão na certa, mas o que me importa? Minha vida é uma confusão.
Às vezes eu desejaria que eu fosse minha melhor amiga. E por que deuses, tenho que ser um cubo de gelo sobre o sol?
Se a cada dia, cada passo, é uma descoberta nova na vida, cada dor é uma força futura, certamente descubra de onde veio e a serventia de todo esse sentimentalismo.
Ou talvez a resposta esteja na minha cara, querendo ser percebida.

Mas uma coisa todos os sentimentalistas podem afirmar: as melhores palavras são as palavras mais sentidas.