Monotonia


Eu amo, eu sinto, eu sofro. Choro constantemente, olhos as pessoas ao meu redor sendo felizes enquanto eu fico aqui no meu canto, esperando alguma coisa boa acontecer. Porque sim, cansei de ir atrás de coisas boas assim, pois no final, elas sempre vão me machucar. Cansei de escrever apenas textos depressivos e tristes. O que eu fui ontem e anteontem já é memória.  É frio e vazio aqui dentro. Sofrer já virou meu sobrenome. Já não domino mais as palavras, muito menos meus pensamentos. Não imploro mais amor nem atenção, só desejo distância, quero ficar sozinha e ler um bom livro, quero voar para longe desse corpo. Hoje, já não espero mais palavras reconfortantes vindas das pessoas, porque elas são demasiadas insignificantes.
Não meu caro, não sou a menininha fraca aclamando por atenção. Sou a menina que teve que crescer cedo demais, sofreu demais e hoje tem medo. Medo de tudo. Que abriga demônios dentro de si e não consegue libertá-los.
Essa menina precisa ser amada, mas teme o amor. Precisa de alguém que se importe, mas ela própria já não liga mais. Precisa de limites, mas odeia ser domada. Precisa começar a enxergar sinais de cores em seu mundo preto e branco. Precisa parar de se subestimar. Precisa viver mais...